Resenha #188: Um acordo e nada mais


Título: Um acordo e nada mais
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 304
Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.
Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje venho com a resenha do segundo livro da série Clube dos Sobreviventes: Um acordo e nada mais. O livro é lançamento da Editora Arqueiro, escrito pela maravilhosa Mary Balogh! Que tal conferir minhas impressões de leitura?

 Seus anos de dependência estavam no passado. Era tempo de crescer e assumir o controle. Não seria fácil. Mas já fazia muito tempo que percebera que devia tratar a cegueira como um desafio, não como uma deficiência, se quisesse ter uma vida feliz e realizada.

Neste segundo livro conheceremos a história de Vincent, o Visconde Darleigh. Ele ficou cego nos campos de batalha e desde seu retorno, ainda que com as melhores intenções, vem sendo tratado como incapaz pela mãe e pelas irmãs. Ele já não aguenta tanta interferência e sente que precisa retomar as rédeas e sua vida.

Estava irritado com a mãe e as irmãs por imaginarem que deficiência mental era sinônimo de cegueira. Sabia que elas queriam que ele se casasse logo. Sabia que tentariam lhe apresentar alguém. O que não sabia era que escolheriam uma noiva sem lhe dizer uma palavra, e então praticamente o obrigariam a aceitar a escolha delas - ainda por cima em sua própria casa.

Em meio a uma tentativa da família de casá-lo, ele acaba fugindo para o campo, com a ajuda de seu criado. No entanto, mesmo em meio as pessoas bem intencionadas que conheceu na infância, também existem aqueles que estão de olho em seu título, tramando uma armadilha conjugal para ele, que acaba sendo salvo, por sorte, por uma completa desconhecida.

Sophia Fry, que o salvou dos planos dos tios e da prima, acaba sendo expulsa de casa com um pé na frente e outro atrás, vez que é órfã e não possui mais ninguém que olhe por ela.

Vincent, sabendo da situação da moça, se vê obrigado a agir e, visando o bem dos dois, lhe propõe um casamento por conveniência. No entanto, em meio a algo que seria apenas conveniente, um companheirismo começa a surgir, assim como outros sentimentos, nos proporcionando uma bela e terna história de amor.

O que você faria se pudesse modificar sua vida para que ela fosse exatamente como deseja? Se tivesse os meios e a oportunidade para fazer o que quisesse? O que sonha em ser e fazer? Suponho que tenha sonhos. Todos temos. Quais os seus?

Por onde começar falando dessa série que já declarei ser uma das mais diferentes que já li do gênero? Ou sem me rasgar em elogios a Mary Balogh que é uma das minhas autoras do coração?!  Rs

A série Clube dos sobreviventes trouxe para nós leitores romances mais maduros, menos explosivos. Aqui temos personagens marcados pela guerra, que se unem para se curar e se fortalecer, nos mostram um elo, uma amizade tão linda que é impossível não ter se apaixonado por esse grupo logo no primeiro livro da série.

E dentro desse grupo temos Vincent, que ficou cego em um campo de batalha e teve que aprender a conviver com as limitações que a cegueira trouxe. Aqui temos um personagem forte, resiliente, que não se deixa abater e resolve encarar a cegueira como um novo desafio, lutando para não viver pela metade.

E entrando nesse núcleo temos Sophia, uma moça que sempre viveu à margem da sociedade e é vista por todos como uma ratinha que vive acuada pelos cantos, não possui qualquer importância para sociedade. Negligenciada pelo pai e após por tios que apenas a encarava como fardo, ela nunca pertenceu de fato a uma família, nunca se sentiu de fato amada.

 Quando os dois se juntam por um acordo, logo sentem um carinho enorme um pelo outro e uma vontade de se ajudarem. Da união inesperada surge uma amizade linda e logo depois um amor repleto de respeito, cumplicidade e companheirismo.

O que ele mais quer é que ela seja feliz, que se sinta amada e importante. Ela quer que ele seja livre, que possa viver sem que todos o cerquem a todo momento e faz tudo que está a seu alcance para isso. O romance entre eles é lindo, tocante, comovente e emocionante. Não esperem algo avassalador e sim singelo, delicado. É o tipo de romance que enche nosso coração de sentimentos bons.
O enredo é muito bem construído e ambientado, mas assim como no livro anterior, ele não possui grandes reviravoltas. O foco aqui é o romance e os personagens, um tentando recuperar sua independência e a outra tentando descobrir sua voz e seu lugar no mundo. No entanto, não encare essa ‘falta de reviravoltas’ como algo ruim, longe disso! A autora sabe conduzir sua trama com maestria e essa em nenhum momento se torna enfadonha ou cansativa para o leitor.

É lindo ver a evolução dos personagens, a forma como vão se reconstruindo e se fortalecendo e para mim é o ponto mais lindo do livro! No entanto, se você for esperando um romance avassalador, vai se decepcionar um pouco, por isso faço essa ressalva neste momento da resenha.

Quanto aos personagens secundários, eles continuam presentes e fundamentais a trama. É impossível ver os personagens do livro anterior e não sentir um carinho imenso por eles, assim como por todo o clube dos sobreviventes, que se tornou um dos meus núcleos favoritos em livros do gênero.

Enfim! Este foi um livro que me envolveu, emocionou e me encantou. Terminei a leitura repleta de sentimentos bons e com um enredo e personagens que vão ficar por um bom tempo nítidos em minha memória e é por esse motivo que os convido hoje  a fazer a leitura desse livro. Abram seus corações para a história de Vincent e Sophia e se deixem emocionar por dois personagens tão distintos, marcantes e maravilhosos. Tenho certeza que esse romance ocupará um lugar especial no coração de vocês também. ♥

7 comentários:

  1. Eu já vi esse livro por aí, mas é a primeira resenha que leio. Acho a capa maravilhosa e leria só por ela, mas gostei de saber o que você achou e me fez ficar mais curiosa pra ler ainda.
    Bom saber que mesmo não tendo grandes reviravoltas, a autora conseguiu construir uma história incrível!
    Espero poder ler em breve!

    Virando Amor

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  2. Oi, Pollyanna! :D
    Antes de tudo, preciso dizer que estou apaixonada por essa capa tão linda e delicada! Suas fotos ficaram maravilhosas! Sobre a história, devo dizer que mesmo não sendo meu gênero favorito, achei bastante interessante. Eu acho que prefiro esse tipo de romance mais maduro e que envolve companheirismo do que os romances avassaladores, que às vezes são um pouco forçados demais. Além disso, adorei a história do protagonista como um sobrevivente de guerra. Acho que eu iria gostar dessa leitura! Beijos!

    Jéssica Martins
    castelodoimaginario.blogspot.com

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  3. Olá, tudo bem?
    Adorei as suas fotos, ficaram lindas!
    Eu ainda não li nenhum dos livros da série, mas morro de curiosidade com todos eles. Adorei a sua resenha sobre esse volume e poder conhecer um pouco mais sobre a trama. Eu amo esse gênero e acredito que vou ter uma boa experiência com a leitura, fiquei ainda mais interessada agora que li a sua resenha.

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  4. Olá! Eu acho a escrita da autora mais madura do que a de outros autores do gênero. Pelo menos nos livros que li dela eu achei isso. Eu só tenho o primeiro livro dessa série, que ainda não li, mas assim que der vou ler os dois. Eu já li histórias com personagens cegos e por coincidência as garotas não eram exemplos de beleza. Mas depois no desenrolar da histórias vemos que a aparência não teria feito diferença mesmo. Obrigada pela resenha!


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com ♥

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  5. Eu adorei o primeiro livro dessa série, principalmente por mostrar pessoas marcadas pela guerra. Adorei a autora explorar isso. E estou muito empolgada para ler a história de Vincent, já sei que vou me apaixonar muito! ♥
    beijos

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  6. Eu tenho ouvido falar bastante dessa série, mas já não sei o que faço da minha vida.kkkkkkkkk... Tenho muitas séries para terminar e outras para começar e falta tempo para tudo.rsrs Estou tentando comprar os livros que ainda faltam de algumas séries e apostar em O Clube dos Sobreviventes no momento é impossível. Mas que quero ler um dia isso eu quero!rsrs

    Gosto muito de romances assim, onde as coisas acontecem mais lentamente, nos mostrando a construção do relacionamento entre os personagens. Romances mais maduros me encantam, sobretudo quando os personagens foram machucados pela vida e precisam se reconstruir com a ajuda do outro, curando suas feridas juntos, permitindo que o amor entre em suas vidas. Tenho certeza que vou amar essa história!

    Bjs!

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  7. Oi, Polly.
    Eu adoro os livros dessa autora e essa história me emocionou demais.
    Ver o tanto que a Sophia tinha de ideia para melhorar a vida do Vincent foi incrível!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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