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Resenha #277: O Conde que eu arruinei

Por Polly - Entre Livros e Personagens •
15 julho 2021

 


Olá pessoal, tudo bom com vocês? Algumas semanas atrás comentei um pouquinho sobre o primeiro volume da série Segredos de Charlotte Street, da autora Scarlett Peckham. Li recentemente o segundo volume – O Conde que eu arruinei – e venho hoje comentar um pouquinho sobre minhas impressões de leitura com vocês. Que tal conferir?



O livro já começa pegando fogo! Lady Constance – irmã do protagonista do livro anterior – acaba de arruinar a vida e os planos do Conde de Apthorp Julian. Como? Ela fica sabendo um de seus segredos e acaba por compartilhar um poema anônimo expondo-o para toda sociedade.


No entanto, a história dos dois não começa aí. Eles se conhecem há muito tempo e aparentam ter uma aversão mútua um pelo outro. Ela não suporta os modos dele, sempre impecáveis e ele a considera inconsequente.


Julian, apesar das críticas que faz a Constance, sempre foi apaixonado por ela e saber que foi ela quem arrastou seu nome para lama o deixa devastado.


No entanto, ao perceber o quanto o prejudicou, a moça traça um plano para que ele seja aceito novamente pela sociedade, plano este que consiste primeiramente em um noivado falso entre os dois.


Enquanto eles colocam o plano de Constance em prática, vão se aproximando e percebendo que por trás da fachada que ambos levantam, eles são pessoas muito diferentes, pessoas que querem estar na vida um do outro.


Ele sente que não tem mais nada a oferecer a ela, então cabe a Constance tentar convencê-lo sobre seus sentimentos e sobre uma possível vida juntos. 



Antes de pegar este livro para ler eu tinha lido muitos comentários negativos sobre ele. Confesso que isso fez com que eu postergasse a leitura, mesmo tendo recebido este livro de parceria.


Comentários sobre como a protagonista era insuportável, como o casal não tinha química eram constantes, no entanto, minha visão sobre a obra é bem diferente das que li.


Inicio minha opinião dizendo que sim, Constance não é uma personagem fácil. Ela é sim enxerida, mete os pés pelas mãos e deveria pensar um pouco antes de agir. No entanto, se você sente raiva pela atitude dela logo no início do livro, você consegue entender exatamente as motivações dela para tomá-la ao longo da obra. A Forma como ela agiu não foi aleatória e nem foi um capricho. Quer dizer que ela tomou a decisão mais sensata? Não, longe disso. Mas ela também não é a protagonista totalmente fútil que pintam.


Ela tem sim suas falhas, no entanto, é uma protagonista resiliente, que luta por aquilo que deseja e acredita e não se dá por vencida em meio as adversidades. Resumindo, em meio a todos os erros e acertos, acabei gostando muito dela.


Julian é o tipo de protagonista que passou por muita coisa e ir conhecendo sua história aos poucos é algo bem interessante. O personagem é cheio de facetas e é fácil compreender a pessoa que ele se tornou após tudo o que passou.


O casal é cheio de química, logo nas primeiras cenas. É bem bacana acompanhar a forma como vai surgindo todo o sentimento entre os dois, como eles vão se reconhecendo ao longo das páginas. Não vou mentir: torci até o final pelos dois, mesmo sendo um romance de época onde sabemos que tudo dá certo! Rs



Sobre as práticas BDSM incluídas na história e os segredos envolvendo a infame casa de práticas na Charlotte Stret, fizeram mais sentido neste volume da forma como foram abordadas. A própria reação da Constance em um primeiro momento já é algo mais natural, que esperei de Poppy no primeiro livro.


Como nem tudo são flores, eu confesso que tirando algumas atitudes de Constance em alguns momentos, a única coisa que me deixou um pouco decepcionada foi o último capítulo. Não sei, depois de tudo o que já havia acontecido, não precisava da situação que a autora criou, sabe? Parece que foi feito para mostrar o quão a frente do seu tempo a protagonista feminina é, mas já tinha ficado claro em todo o livro.


Claro, esse ponto é apenas um ponto de vista. Você pode ler e achar uma sacada incrível e tudo bem! Rs


E bem pessoal, é isso. Essas são algumas das minhas impressões de leitura com o segundo livro da trilogia. Mal posso esperar para ler o terceiro, que é de um personagem bem controverso que aparece nos primeiros livros.


Me contem se já leram, se tem vontade, o que acharam, ok? Beijos e até o próximo post!




Autora: Scarlett Peckham

Editora: Arqueiro

Nº de Páginas: 288

“Com sua habilidade de navegar entre as circunstâncias históricas mais divertidas e com seu olhar progressista sobre a sexualidade, Scarlett Peckham prova que é uma das autoras em ascensão mais empolgantes da atualidade.” – Entertainment Weekly

Depois que lady Constance Stonewell sem querer arruína o futuro de Julian Haywood, o conde de Apthorp, com sua coluna de fofocas, ela faz a única coisa que resta a uma dama honrada: se oferece para casar com ele. Ou, pelo menos, para encenar um noivado às pressas e, assim, salvar a reputação do coitado.

Mesmo que isso signifique passar um mês inteiro na companhia do sujeito mais sem graça da Inglaterra, um homem que condena todos os prazeres que ela mais adora.

O conde de Apthorp está prestes a se tornar o homem que sempre desejou quando vê seu nome ser arrastado na lama. E assim que lady Constance, a mulher por quem ele é secretamente apaixonado, confessa que foi tudo culpa dela, não é só a vida dele que se parte em mil pedaços, mas também seu coração.

Agora os dois têm um mês para limpar o nome dele e convencer a sociedade de que estão perdidamente apaixonados. Ao longo desse tempo, Constance percebe que, por trás da fachada tediosa, seu falso pretendido é muito mais interessante do que ela poderia imaginar.

Só que conseguir o perdão dele e convencê-lo a levar o teatrinho para a vida real vai ser o plano mais difícil de todos os que Constance já criou. E o mais delicioso também.

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5 comentários:

  1. Oi Polly!

    Eu não conhecia esse livro, comecei a ler romance de época recentemente, tem sido uma experiência bem diferente daquilo que eu tô acostumada a ver por ai, mas é bem interessante. Eu sempre acho muito legal quando os livros tem protagonistas que são insterligados, eu adoro esse conceito.
    Que bom que a leitura foi ótima! Adorei teu post e suas fotos ficaram belissimas!

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  2. Olá Polly, tudo bem ?
    Eu não conhecia muito sobre o livro e não sou muito fã de romances de época, pq na verdade só li um ou dois até hoje, muito embora fique imaginando o cenário lindo. Fico feliz que o enredo foi ótimo para você, mas para mim a leitura não funcionaria, ando um pouco cansada do cenário hot e ando buscando algo um pouco diferente, acho que li tanto que cansei rsrs.
    Beijos.

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  3. Oi, tudo bem?
    Eu li esse livro em inglês, antes de sair aqui no Brasil, e amei muito. Fiquei surpresa quando vi a reação negativa das pessoas. A Constance erra em alguns momentos, é bastante impulsiva, mas não acho ela fútil e imatura como as pessoas falam. E eu amei o casal, acho que eles têm química sim. Só o que me irritou um pouco foi a falta de comunicação entre eles, no final eu já estava querendo dar uns tapas nos dois hahaha. Mas mesmo assim foi uma ótima leitura. Adorei sua resenha e as fotos ficaram lindas.
    Beijos

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  4. Oi Polly!
    Menina! Comprei esse livro e o primeiro, agora vi na Amazon que saiu o três quero primeiro comprar todos para depois ler em sequencia, sou muito curiosa e agora lendo sua resenha acabei de crer que os livros são bons demais, que alegria ler sua resenha kkk. Gostei do enredo estou curiosa para ler desde o primeiro, parece que esse casal dá pano pra manga e gosto disso kkk. Parabéns pela resenha e pelo post, bjs!

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  5. Oi, tudo bem? Quando estou bem curiosa para ler um determinado livro evito ver muitas opiniões para não me influenciar diretamente sabe? Nem criar grandes expectativas nem pensar em desistir da leitura. Algumas vezes funciona (risos). É complicado quando a protagonista não é simpática ou carismática. Parece que falta aquele detalhe que nos faz torcer pela felicidade dela e ansiar para que tudo dê certo no final. Mas acredito que alguns autores tentam explicar no decorrer da narrativa o porque o personagem age daquela forma. Ah, gostei da edição. Um abraço, Érika =^.^=

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