Resenha #143: Vacas

Título: Vacas
AutorDawn O’ Porter
Editora: Harper Collins
Nº de Páginas: 336


Um pedaço de carne; feito para reproduzir; além da sua data de vencimento; parte do rebanho. Mulheres não têm que se encaixar em estereótipos. Tara, Cam e Stella são estranhas vivendo suas próprias vidas da melhor forma que podem, apesar de poder ser difícil gostar do que você vê no espelho quando a sociedade grita que você devia viver de um jeito específico. Quando um evento extraordinário cria laços invisíveis de amizade entre elas, a catástrofe de uma mulher vira a inspiração de outra, e uma lição para todas. Às vezes não tem problema não seguir o rebanho. Vacas é um livro poderoso sobre três mulheres julgando uma à outra, mas também a si mesmas. Entre todo o barulho da vida moderna, elas precisam encontrar suas próprias vozes.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? A resenha de hoje é do livro Vacas, lançamento da Harper Collins. Foi meu primeiro contato com a escrita de Dawn O’ Porter e venho trazer para vocês minhas impressões de leitura. Vamos falar um pouco sobre esta obra?


O livro de hoje é um livro bem diferente do que eu costumo trazer aqui, apesar de vocês já terem me ouvido falar sobre livros com essa temática no canal. Vacas traz a história de três mulheres e várias discussões sobre o feminismo. Não, por favor, não torça o nariz ainda!

Quando escutamos ou lemos essa “palavra” feminismo, temos a tendência de pensar em pessoas radicais que seguem o movimento, mas, este livro não o aborda dessa maneira! O livro o aborda através da história de três mulheres totalmente diferentes, que acabam tendo seus destinos interligados pela catástrofe que ocorre com uma delas.


Toda novilha é um pedaço de carne, meramente uma fonte de produção em potencial. Mas, pelo visto, não oferecem muita coisa além disso... Algumas pessoas dizem que isso se reflete em nossa sociedade e no modo com enxergamos as mulheres. Ou não. Existem vários tipos de mulheres, e todo esforço é necessário para que elas não sejam vistas apenas como novilhas ou vacas. Mulheres não precisam se encaixar em estereótipos. Vacas não precisam seguir o rebanho.”

A primeira história é a de Tara, um produtora em uma empresa que produzir comentários. Seu ambiente de trabalho é extremamente misógino, fazendo com que Tara tenha que demonstrar duas vezes mais força e capacidade que qualquer um dos homens que trabalhem com ela para tentar ser levada a sério. A mesma é uma excelente profissional, mãe solteira e tem verdadeira paixão por sua filha, sempre a colocando em primeiro lugar. Apesar de tudo isso que já disse, o fato de ser mãe solteira faz com que as demais mães das colegas de sala de sua filha a julguem a todo momento.

Após uma noite em que ela acaba fazendo algo que viraliza nas redes, passa a ser julgada não só no ambiente virtual, mas praticamente por todos a sua volta(não vou falar o que é ou discutir a questão por ser spoiler).

A segunda mulher que conhecemos através dessa história é Camilla Stacey, que prefere ser chamada de Cam. Ela é uma influenciadora digital que emite opiniões fortes sobre o feminismo em seu blog.  Trinta e seis anos, solteira, feliz e sem intenção alguma de ser mãe. Algumas pessoas a seu redor acreditam que a sentença anterior é impossível, pensamento que ela sempre tenta desmistificar em suas postagens. Após um texto muito sincero onde afirma que a mulher não pode ser definida pela sociedade apenas por ser mãe, ela acaba criando uma verdadeira polêmica na sociedade britânica, chegando a ser apelidada por alguns jornais de “Rosto da Mulher sem filhos”, o que não a incomoda nem um pouco.

A terceira mulher que nos é apresentada é Stella, assistente pessoal de um fotógrafo que descobre que possui o gene BRCA, responsável pelo câncer de mama e ovário, tendo 85% de chance de desenvolver a doença, motivo pelo qual precisa fazer cirurgias para retirá-los caso queira diminuir as chances de ter câncer. A questão é: ela não poderá mais ter filhos depois disto. Essa possibilidade não havia passado por sua cabeça ainda, mas, devido a situação em que se encontra, surge uma grande vontade de ter filhos, e isso tem feito com que seu relacionamento desmorone devido a pressão.

Apesar de não parecer possível, Dawn Porter consegue interliga-las em Vacas, abordando diversas questões como feminismo, liberdade individual, amor próprio, aborto, preconceito no trabalho, dentre vários outras, que nos fazem refletir sobre nossa atual sociedade e sobre nossas próprias atitudes.


Desde que li Sejamos todos feministas, da Chimamanda, tenho me interessado cada vez mais por obras que abordem premissas feministas. Acredito que muitas coisas só vão mudar em nossa sociedade se a debatermos constantemente (observem que eu disse debater rs).Foi por isso que me interessei tanto por esta obra, pois acredito que todo empoderamento é necessário sim!

Este livro tem essa função. É uma narrativa série, consistente e que “toca na ferida”, vez que vários dos temas aqui abordados são considerados tabus em nossa sociedade, dando voz a um movimento necessário que vem ganhando força.

Vemos uma mulher qualificada tendo sua capacidade questionada apenas por ser mulher. Vemos uma mulher ser definida por uma única atitude errada por toda sociedade, chegando a ser questionada por todas as suas atitudes anteriores àquele erro e se sentindo acuada com todo o julgamento que vem recebendo “das pessoas de bem” (percebam as aspas por favor rs). Vemos mulheres julgando umas às outras a todo momento, se tratando como inimigas. Vemos uma mulher ser vista com maus olhos apenas por se aceitar como é e ser feliz com isso, sendo acusada de diversas formas, ainda que tente ajudar outras mulheres com suas palavras. Vemos a felicidade alheia incomodar, gerar ódio.

Sabe o que é mais incômodo nisso tudo? É que isso está presente em nosso dia a dia. Todo esse julgamento, todo esse ódio gratuito e todas essas atitudes que questionam nossa capacidade apenas por ser mulher está incutida em nossa sociedade e este é um livro que “esfrega” isso em nossa cara, nos fazendo ter um choque de realidade para tudo que ainda está errado e que as vezes preferimos ignorar.

Em meio a posts do blog de Cami, diálogos e pensamentos, vemos diversos temas serem abordados, às vezes de forma incômoda, as vezes leve, mas, que nos fazem questionar muitas coisas. Aqueles pensamentos não foram jogados ali ao acaso, eles foram feitos para desconstruir e desmistificar e isso é simplesmente incrível.

Quero esclarecer que isso não quer dizer que concordo com tudo o que li, mas que me fez refletir sobre minhas opiniões e atitudes e isso fez com que eu apreciasse a leitura e a achasse super válida.

Entretanto, mesmo em meio a esse enredo empoderador, preciso ressaltar alguns pontos que me incomodaram ao decorrer da leitura, apesar de não desaboná-la.

O primeiro deles é algo que me incomoda inclusive em muitos livros eróticos (que não é o caso desse livro, a propósito – não se trata de uma trama erótica): o uso de camisinha. Agora você deve estar pensando: sério, Pollyanna? E te digo, sim! Vemos uma personagem que engravidou por acidente, que já pegou dst e ainda assim não aprendeu os riscos da falta do uso de preservativo. E não é só ela, todas as outras também. Ter relações sexuais com um estranho sem se preocupar em contrair uma doença vai de encontro com todas as campanhas que vemos e que são extremamente importantes. Autores deviam tomar mais cuidado com isso em seus livros para não passar uma mensagem errada.

Outro ponto que me incomodou foram as atitudes em relação a uma certa personagem e a forma como a autora lidou com ela. Apesar do desfecho interessante, acredito que deveria ser mais explícito que as atitudes da personagem eram doentias e que a mesma necessitava de um acompanhamento profissional. Não me entendam mal, as atitudes não são ignoradas na trama nem saem impunes, mas, acredito que as consequências em relação a elas não foram tão bem abordadas. Ela em um ponto é vista como uma vilã e no entanto, é muito mais que isso, é alguém que precisa urgentemente de ajuda.

Mesmo com estas duas ressalvas, deixo deixar claro que é uma história muito bem desenvolvida, fluida e reflexiva. A editora caprichou na edição que contém uma capa linda, folhas amarelas, uma excelente diagramação e revisão.

Enfim! É uma história feita para desconstruir e desmistificar, como já dito. É um enredo feito para refletir, para ser lido com atenção a cada uma das mensagens que vão chegando, às vezes explicitamente e em alguns casos nas entrelinhas. Recomendo a todos que gostem da temática e que tenham mente aberta para lê-lo. Pode ter certeza, se der uma chance, este livro vai te surpreender. 


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Resenha #142: Como se casar com um Marquês

Título: Como se casar com um Marquês
AutorJulia Quinn
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 320

Considerada “a rainha dos romances de época” pela Goodreads, os livros de Julia Quinn atingiram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos no mundo.
"Julia Quinn é nossa Jane Austen contemporânea.” – Jill Barnett
Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.
Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje venho com o segundo volume da duologia Agentes da coroa: “Como se casar com um Marquês”, da maravilhosa Julia Quinn. Que tal saber um pouco sobre ele?



Em “Como se casar com um marquês” vamos conhecer a história de Elizabeth Hotckiss, ou melhor, Lizzie, uma jovem que assumiu para si a responsabilidade de cuidar de seus irmãos mais novos após a morte dos pais.

Eles podiam podiam não ser uma família típica - afinal, eram apenas os quatro, órfãos havia anos -, mas o clã dos Hotchkisses era especial. Elizabeth se comprometera a manter a família unica cinco anos antes e jurava que não seria um problema financeiro que os afastaria agora.

Apesar de seu esforço desmedido para que não falte nada para os irmãos, sua família está passando por apuros financeiros. Sem ter ninguém a quem recorrer, ela chega à conclusão que precisa se casar com um homem rico, o mais depressa possível.

Como em um passe de mágica, ela acaba encontrando na biblioteca de Lady Danbury, sua patroa, um livro intitulado “Como se casar com um marques”. Ela não tem esperanças de conseguir tanto, mas se o livro ajudaria a conquistar um Marquês, porque não funcionaria com um simples homem de posses e sem título, não é mesmo?

Lizzie resolve treinar as técnicas com o novo administrador de terras de Lady Danbury, James. O que ela sequer imagina é que aquele homem é nada mais, nada menos que o Marquês de Rivendale, ex agente da coroa e sobrinho de Lady Danbury está ali disfarçado para descobrir o autor de ameaças que vem sendo feitas a sua tia.

James, desconfiado da moça e intrigado pela relação da mesma com o curioso livro de regras, se oferece para ajudá-la a conseguir um marido. O que eles não esperavam era o que acabariam sentindo um pelo outro. Em meio ao segredo da identidade de James e os sentimentos e confusões que vão surgindo acabamos encontrando um romance incrível e envolvente que nos arranca muitos suspiros!



Esse é o tipo de livro leve, apaixonante e que te arrancará muitos suspiros. Julia Quinn, com sua escrita fluida, envolvente e extremamente viciante nos presenteia com uma trama repleta de personagens incríveis e divertidos.

Lizzie, nossa personagem principal, é uma garota com um coração enorme, que mesmo após todas as tragédias que se abateram em sua família, não deixou de querer sua família unida e de lutar para que o mesmo ocorresse. Determinada, sincera e extremamente desastrada, ela nos arranca muitos suspiros e passa a imagem de perseverança nessa trama.

James, por outro lado, é um homem que está acostumado a ser visto apenas por seu título e não como ser humano. Este teve uma infância difícil e deve os momentos felizes que viveu na mesma a Lady Danbury, a tia de gênio difícil, mas com um coração enorme.

Eles me encantaram e fizeram com que quisesse que ficassem juntos logo de cara. A química entre os dois é inegável e ver a forma como vão se conhecendo e gostando um do outro é extremamente fofo. Claro, com estes momentos fofos temos a falta de jeito de lizzie que sempre acaba rendendo momentos divertidos entre os dois – onde James acaba sempre se machucando rs e as regras esdrúxulas do livro que só criam situações embaraçosas e divertidas.

Lady Danbury, minha personagem favorita de Julia Quinn, só abrilhanta esse exemplar, deixando a história com um ar mais divertido com sua falta de papas na língua, sua bengala e com seu gato temperamental. Um livro com essa personagem não pode ser ruim, é impossível! Rs Essa senhora extremamente sincera sempre ganha meu coração ♥.

Outro momento forte no livro são as relações familiares bem construídas e cheias de amor. Já falei para vocês em outras resenhas mas repito, adoro momentos familiares simples, onde vemos a cumplicidade em seus membros e a amor, muito amor. Nesse livro temos cenas assim de sobra, o que o deixa ainda mais delicado e terno.

Além de tudo isso que já mencionei, ainda reencontramos personagens do livro anterior, que nos rendem a maior – e mais divertida – confusão da trama.

Bem, acho que deu para perceber o quanto amei esse livro e o quanto ele me ganhou, certo? Então me resta recomendá-lo a vocês, com a certeza de estar indicando um romance de época que vai aquecer seus corações.

Espero que tenham gostado da recomendação de hoje! Não deixem de comentar, ok? Beijos e até o próximo post!



Quer saber mais sobre a série? Participar de um sorteio onde pode ganhar os livros dessa duologia? Confira o vídeo que postei no canal!


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Resenha #141:Master Freak

Título: Master Freak
AutorIapsa
Editora: Sekhmet
Nº de Páginas: 300
Página do Facebook Aqui
Após um acidente na fábrica onde trabalhava, Margot Küllon acaba sendo levada como escrava para um circo dos horrores moderno: um bordel de luxo onde todas as garotas têm alguma deformidade, e são forçadas a exibi-las no picadeiro para clientes que pagam fortunas para estar ali.
Porém, algumas esquisitices são mais estranhas que outras: uma menina com múltiplos braços capaz de controlá-los e escondê-los dentro do corpo, super-força e habilidades físicas inimagináveis... E uma garota supostamente telecinética, cujo nome e origem dos poderes todos desconhecem: a chamada Master Freak.
Forçada a ser parte do freakshow e sem entender como tudo isso é possível, Margot precisa encontrar uma maneira de desvendar estes mistérios e escapar do bordel antes que seja tarde. O que ela não sabe é que fugir do freakshow será apenas o começo de uma aventura que mudará sua vida para sempre.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje a resenha é de um livro nacional que foge totalmente da minha zona de conforto, mas que foi uma grata surpresa! Estou falando do livro Master Freak, da autora IAPSA! É o seu romance de estréia e, cá entre nós, ela já começou com o pé direito! Vamos saber um pouco sobre ele?


Margot Küllon sempre se sentiu uma aberração por causa dos dois ossos extras em suas costas. Abandonada por seus pais quando ainda era uma recém nascida, ela cresceu nas ruas, em um subúrbio.

Um incêndio ocorre na fábrica em que a mesma trabalhava e, mesmo não se recordando o que de fato aconteceu para desencadear o tal incêndio, se lembra do pânico que se alastrou entre seus colegas e de estar com as mãos cobertas de pólvora.

A mesma é levada um hospital, onde conhecemos Elysia Corellan, uma mulher misteriosa, que se mostra muito interessada na jovem. O que Margot sequer imaginava era que despertar o interesse de tal mulher mudaria sua vida para sempre.

De um segundo para outro, sinto meus joelhos irem direto para o chão. Solto uma tosse sufocada e, antes mesmo de conseguir pensar, ergo minha cabeça para ver o lugar em minha frente: uma construção grande, de pedra, mas com uma enorme tenda de lona bem no meio, atrás de um letreiro luminoso com o nome "Corellan House". E logo abaixo, em letras menores, porém, mais legíveis que o título em si, vem outra palavra: Freakshow.

Ela é levada a força para Corellan House, um verdadeiro circo dos horrores. O letreiro anuncia uma casa de shows para aberrações – Freakshow – local onde exibe e prostitui garotas com as mais inusitadas deformidades e características genéticas.

Dinheiro, dinheiro, tudo aqui parece girar em torno disso. Mas do que o mundo normal lá fora, e eu já achava que isso era impossível.

Elysia mantém dezenas de meninas no regime de escravidão e estas possuem as mais diversas características como as gêmeas siamesas, uma garota de seis braços e uma hermafrodita perfeita. Entretanto, o que realmente se destaca naquele show de horrores é Master Freak, com seu número de banho de sangue, praticado nada mais, nada menos, que por telecinésia.

Ao contrário do que Margot acredita, existe muito mais coisa por trás de Colleran House que escravidão e prostituição.

Desesperada por respostas e para se ver livre daquele inferno, Margot descobrirá coisas que mudarão completamente sua vida, nos brindando com uma história recheada de mistério, drama, ação e aventura, com uma pitada de romance para nos ganhar de vez. 


Como disse no início da resenha, Master Freak é uma leitura que foge totalmente da minha zona de conforto e isso ocorre em parte por ser algo totalmente diferente de tudo que já li.

Iapsa soube criar uma história diferente, intrigante e envolvente, onde nos apegamos facilmente aos personagens e enredos, nos chocando e surpreendendo ao decorrer da trama.

Como dito acima, é uma história que nos brinda com mistério, drama, ação, aventura, um pouco de ficção científica e um romance em segundo plano que só deixa a história mais interessante.

A criação do Freakshow foi uma jogada de mestre, onde vemos algo totalmente diferente, que nos prende, devido ao seu mistério, e nos causa repulsa por sabermos parte do que ocorre por ali. É ali, em algumas partes, que encontramos o que há de mais podre nos ser humano. A crítica feita através dessas características é fantásticas e só por aí Iapsa já tinha me ganhado com seu livro.

Os personagens são muito bem desenvolvidos, cada um com suas qualidades e defeitos expostos, o que os deixa com um tom verossímil. Nenhum personagem é jogado na trama por acaso e isso é algo que me agradou muito. Todos os elementos, todo o desenvolvimento é necessário para chegar ao desfecho, sem capítulos de enrolação ou momentos com a mesma função.

Falando em enredo, em alguns momentos pensei que teria algo bem parecido com X man, mas acabei me surpreendendo e vendo que não era nada daquilo, o que só me deixou ainda mais presa a trama, para saber como de fato tudo aquilo iria terminar.

Se lembra quando falei que não existia nada desnecessário na trama? Pois bem, voltemos a esse ponto, destacando algo que gostei muito. A história possui várias revelações e momentos de tensão em todo seu desenvolvimento, mas estes não ocorrem só no final. A autora distribuiu por toda trama as reviravoltas do enredo, deixando o livro dinâmico em sua totalidade. Adorei me deparar com uma obra que não era igual a uma novela das oito, onde tudo ocorre só nos últimos capítulos. Aqui, em Master Freak, é “tiro atrás de tiro” e isso é simplesmente fantástico. Quando eu achava que não tinha mais como me surpreender, vinha outra reviravolta e eu ficava ainda mais presa a trama. 

O final é muito bem amarrado, sem pontas soltas. Gostei da mensagem de esperança que a autora deixa, mesmo após todos os acontecimentos e podridão que vemos ao decorrer da trama.

O exemplar é muito bem trabalhado, com uma ótima revisão, folhas amarelas e letras confortáveis. Não o mostrei por dentro porque, devido a motivos pessoais, a autora optou pelo fim antecipado do contrato com a editora. Mas, se você se interessou por esta obra, saiba que Iapsa tem planos maravilhosos para este livro, que serão colocados em prática em breve.

Este é mais um livro nacional repletos de qualidade, que nos enche de orgulho dos autores super talentosos que temos por aqui!

Enfim! Acho que conseguir passar um pouco do que senti lendo este livro, que me chocou, surpreendeu, prendeu, conquistou e que sei que fará o mesmo com vocês também, motivo pelo qual o recomendo neste momento.

Espero que se deixem surpreender e envolver com Master Freak, assim como eu. Vai por mim, vocês não vão se arrepender. 


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Resenha #140: Entre a ruína e a paixão

Título: Entre a ruína e a paixão
AutorSarah Maclean
Editora: Gutemberg
Nº de Páginas: 304


Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. 
Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. 
Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois formam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. 
Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje é dia de falar sobre o terceiro livro da série clube dos canalhas: Entre a ruina e a paixão, da autora Sarah Maclean. Bora saber o que achei desse romance de época?


Há momentos que mudam a vida de uma pessoa.E caminhos que chegam sem uma bifurcação na estrada.

Temple tinha um futuro brilhante pela frente até ser encontrado nu em uma cama, coberto de sangue. O jovem Duque fora acusado de matar sua futura madrasta, sendo banido da sociedade e considerado por todos “O duque assassino”.

O mesmo reconstruiu sua vida sendo um dos proprietários do anjo caído, o maior clube de jogos de Londres, onde participa de lutas todas as noites e nunca as perde. Entretanto, a vontade de provar sua inocência nunca o abandonou.


Mas o Duque de Lamont, conhecido pelos cantos mais sombrios de Londres como Temple, lutava por paz. Ele lutava por aquele momento em que não se é nada além de músculos e ossos, movimentos e força, destreza e fintas. Pelo modo como a brutalidade bloqueava o mundo ao redor, silenciando o alarido da multidão e as lembranças de sua mente, deixando-o apenas com sua respiração e força. Ele lutava porque, ao ongo de doze anos, era somente no ringue que ele conhecia a verdade de si mesmo e do mundo. A violência era pura. Todo o restante era maculado. E esse conhecimento fez dele o melhor que havia.

 O que o mesmo não esperava, era que teria uma chance de fazê-lo: a única pessoa que poderia fazê-lo “ressurge dos mortos”.

Mara Lowe volta e o procura, com o intuito de liquidar as dívidas do irmão junto a casa de jogos e assim salvar seu patrimônio. Ela faz um trato com Temple para limpar sua honra perante a sociedade, enquanto o mesmo pretende expô-la e se vingar por tudo que o fez passar.

Entretanto, a vingança e o trato começam a dar lugar a algo mais. Seria possível um romance entre duas pessoas que tem um passado tão marcado?


 Esse foi um daqueles romances de época que comecei ler desacreditando sabe? Não passava pela minha cabeça que poderia existir uma relação entre os personagens dessa trama após todo o passado que carregavam. Não imaginava que Temple poderia ter algo com Mara após a mesma prejudicar tanto sua vida. Por isso, iniciei o livro com um pé atrás e acreditando que seria a minha primeira decepção com Sarah Maclean. Fico extremamente feliz em dizer para vocês que me enganei!

Quando Mara aparece logo na primeira cena, pedindo para que Temple perdoe a dívida de seu irmão, bem, eu pensei que a odiaria por toda a obra. Com o passar das páginas começamos a entender o porquê desta atitude, bem como da atitude do passado e já começamos a nos questionar se ela realmente é a vilã da história de Temple.

Ele, por outro lado, passou por poucas e boas por causa da moça, mas, encontrou seus sócios do Anjo Caído graças à atitude de Mara. Estes se tornaram sua família e lhe deram muito mais carinho e apoio que jamais havia recebido na vida, o que podemos ver claramente nos livros anteriores.

Quando os dois começam a se envolver, primeiro senti raiva dela, depois dele, depois dos dois juntos e depois de todos esses sentimentos conflitantes, lá estava eu torcendo pela felicidade dos dois. Vai entender né? Haha

O que quero dizer com isso tudo é que, através de sua escrita fluida e envolvente, Sarah conseguiu conduzir o leitor através de sua escrita, nos mostrando que nem tudo é o que parece. Ela faz com que o leitor perceba ambos os pontos de vista dos personagens, que há males que vem para bem e que para toda história existem duas versões.

Um outro ponto que me ganhou muito no livro foi a participação dos outros sócios do Anjo na história. Um vai se metendo na vida do outro, deixando a história ainda mais dinâmica e divertida.

Quanto ao final, ele trouxe um plot twist que, caso você não tenha adivinhado ainda, vai te deixar de queixo caído!

Apesar de não ter sido meu livro favorito da série, este foi uma excelente leitura, que me ganhou e envolveu, até que não conseguisse larga-la antes da ultima página. Fica aqui minha recomendação para vocês, não só deste livro, mas, de toda série!

Espero que tenham gostado da resenha de hoje! Não deixem de comentar, beijos e até o próximo post!


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Resenha #139: O Eterno Namorado e O Par Perfeito

Título: O Eterno Namorado
AutoraNora Roberts 
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 304


Tudo o que acontece na vida de Owen Montgomery é meticulosamente organizado em uma planilha ou lista de tarefas. No trabalho não é diferente, e é graças a sua obsessão por ordem que a Pousada Boonsboro está prestes a ser inaugurada – dentro do cronograma. 
A única coisa que Owen jamais previu foi o efeito que Avery MacTavish teria sobre ele. A proprietária da pizzaria em frente à pousada sempre foi amiga da família e agora, enquanto vê em primeira mão a fantástica reforma pela qual o lugar está passando, também observa a mudança gradativa de seus sentimentos por Owen. 
Os dois foram namorados de infância, e desde então tinham estado bem distantes dos pensamentos um do outro. O desejo que começa a surgir entre eles, porém, não tem nada de inocente e é impossível de ignorar. 
Enquanto Owen e Avery decidem se render à paixão e levar seu relacionamento a um nível mais sério, a inauguração da pousada se aproxima e dá a toda a cidade um motivo para comemorar. Mas quando os traumas do passado de Avery batem à porta e a impedem de se entregar, Owen sabe que seu trabalho está longe de terminar. Agora ele precisa convencê-la a baixar a guarda e perceber que aquele que foi seu primeiro amor pode também ser seu eterno namorado.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje venho falar de “O Eterno Namorado”,  o segundo livro da trilogia “A Pousada”, da autora Nora Roberts.

A construção/reforma da Pousada de Boonsboro continua,  e nesse livro a história é protagonizada por Owen Montgomey Avery MacTavish.

Owen é o mais metódico dos irmãos, extremamente organizado, anota tudo o que deve fazer em muitas listas, já Avery, tem um espírito mais livre, pinta seus cabelos de cores conforme seu humor, uma ótima cozinheira, e como já sabemos desde o primeiro livro, é dona da pizzaria da cidade, a Vesta.

Ambos são super trabalhadores, esforçados, se conhecem desde sempre e, como cresceram em uma cidade pequena, brincavam juntos quando crianças, chegando a namorar.

A mãe de Owen tem um grande carinho por Avery e vice-versa, já que ela faz o papel de mãe para Avery, desde que a mãe da garota a abandonou apesar com seu pai, ainda na infância.

 Sentimentos despertam e mesmo que demore um pouco para eles entenderem o que passa em seus corações, eles se rendem e é muito gostoso ler.  Gostei muito de ver a personagem deixar seu trauma de infância, deixar curar suas feridas em relação a sua mãe e seguir sua vida e seu relacionamento com Owen.

A trama da Lizzy, o fantasma da pousada, tem sequencia, mas a conclusão virá no livro 3.

Saiba que tanto o primeiro como este livro, são livros gostosinhos de ler, de mergulhar nas histórias, de se apaixonar pelo mocinho, pela cidade, pelas pessoas.

Vale muito a leitura, principalmente quando queremos um livro para envolver, acolher, de leitura rápida, que nos deixem suspirando, e isso Nora Roberts sabe fazer com maestria.


Você ainda não leu o primeiro? Se entregue a essa trilogia e seja feliz! 


 Título: O Par Perfeito
AutoraNora Roberts 
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 320


Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro.
Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois.
Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito?
No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

O Par Perfeito”, é o último livro da Trilogia “A Pousada” e como nos dois primeiros somos levados a rotina da cidade de Boonsboro, onde a construção da Pousada vai terminando e é inaugurada ao longo do livro.

A atmosfera acolhedora do livro, assim como, o conhecimento prévio das personagens facilita a leitura, e vou contar para vocês que mesmo sendo um livro despretensioso, com romances açucarados, me deixou curiosa quanto à vida que se segue após o término do livro. Não que o livro deixe pontos em aberto, a autora soube terminar a história muito bem. O que restou foi a curiosidades mesmo!

Aqui, seguimos com a história de Ryder e Hope. Ryder é o mais “bruto” dos irmãos, e tem um temperamento um pouco diferente dos outros. Hope, a gerente do hotel, muito organizada, com quem Ryder se estranha desde o primeiro livro. Mas é como falam, o amor e ódio andam meio juntos, né?
A história se desenrola nesse clima de leveza, e a temos a conclusão da trama da Lizzy, de uma forma singela e encantadora.

Recomendo muito a leitura dessa trilogia encantadora, que combina perfeitamente com um dia frio, coberta, e um bom chocolate quente, chá ou café!

Espero que tenham gostado! Beijos e até o próximo post!

                                                      Resenha escrita por Ana Carolina


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Resenha #138: Como agarrar uma herdeira

Título: Como agarrar uma herdeira
AutoraJulia Quinn 
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 304


Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação, que o desarma completamente.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Depois de um tempo sumida (desculpem por isso =x), venho falar  sobre “Como agarrar uma herdeira”, segundo livro da duologia “Agentes da Coroa”, da maravilhosa Julia Quinn! Bora falar sobre esse romance de época amorzinho?


Neste livro nos é apresentada a história de Caroline Trent, uma garota que após a morte dos pais herda uma fortuna a qual só poderá administrar quando completar vinte e um anos. Até que chegue a referida idade, ela vem passando por uma série de tutores ruins, estando atualmente com o pior deles. Após escapar de um plano que a obrigaria a casar com o herdeiro de seu tutor, Caroline é convenientemente confundida com uma espiã espanhola chamada Carlotta.

Se suas mãos não tivessem amarradas, Caroline teria batido palmas de alegria. Ela não teria conseguido fugir de modo mais eficaz de Prewitt Hall nem se tivesse arranjado transporte por conta própria. Aquele homem pensava que ela era outra pessoa – uma criminosa espanhola, para ser mais precisa –, mas Caroline esclareceria tudo depois que ele a levasse para bem longe dali. Enquanto isso, ficaria calada e imóvel e o deixaria incitar o cavalo a pleno galope.

Blake Ravenscroft, o homem que capturou Caroline é agente da Coroa. Marcado pela perda de alguém que amava, ele está decidido a largar suas missões, sendo a captura de Carlotta sua derradeira. Entretanto, aquela prisioneira parece ser um verdadeiro desafio, já que lhe tira do sério a cada momento, sendo inclusive, uma tentação para o mesmo.

Através de personagens tão diferentes, vemos surgir sentimentos em meio a farpas e momentos fofos, nos rendendo um delicioso e divertido romance!


Não é novidade para ninguém o amor que sinto pelos livros da Julia Quinn, não é mesmo? Amo sua escrita fluida, envolvente e a forma como desenvolve seus enredos e personagens. Com esta obra não foi diferente, entretanto, aqui temos um livro da autora que é extremamente divertido e engraçado.

A forma como os personagens trocam farpas, os funcionários da casa de Blake com suas atitudes e falta de modos, sua irmã e seu melhor amigo – todos sem exceção – me fizeram rir muito ao decorrer da trama.

Os personagens secundários foram muito bem desenvolvidos e essenciais no enredo, o que destaco como um dos muitos pontos positivos deste livro.

Quanto aos personagens principais, bem, algo que não se pode falar de Caroline é que a mesma é convencional ou previsível. Esta é uma personagem inteligente e com uma língua afiada. É aquele tipo de personagem que sabe se impor, colocando o outro em seu devido lugar sem perder a compostura (apesar de não conseguir segurar sua língua em algumas ocasiões). As tiradas trocadas entre ela e Blake além de divertidas são muito inteligentes, o que dá um orgulho danado da personagem! rs  

_ Está dizendo, Srta. Trente, que não é uma dama até o último fio de cabelo?
_ Muito pelo contrário - retrucou ela, astuciosa. – Sou uma dama de todas as maneiras. Apenas sou uma dama que... ahn...ocasionalmente usa uma linguagem não tão apropriada.

Quanto a Blake, ele é bem fechado no começo, por isso demora um pouco até que nos apeguemos a ele. Quando começamos a saber de sua história e acompanhamos sua convivência com Caroline, começamos a ver um outro lado do personagem que nos ganha de vez.

O romance entre os dois não é avassalador como costumamos ver em romances de época. Os sentimentos que surgem entre eles, o desenrolar deste relacionamento é terno, arrancando suspiros e sorrisos. Amei muito a química existente entre os dois e a delicadeza dos sentimentos que nos foram passados.

O enredo inova, não sendo desenvolvido com foco apenas no romance. Acompanhamos os planos dos agentes da coroa tentando desmascarar um certo personagem, sua perseguição a Carlotta e muitas outras cenas que nos divertem e deixam a trama com uma nova roupagem.

Enfim! Acho que já estou falando demais! Rs Se você procura um romance de época encantador, extremamente divertido, com personagens incríveis – tanto os principais quanto os secundários – e com uma trama totalmente diferente das que costumamos encontrar, fica aqui uma ótima sugestão para leitor nenhum do gênero botar defeito!

Espero que tenham gostado da indicação de hoje! Não esqueça de deixar seu comentário, ok? Beijos e até o próximo post!


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