Resenha #137: Montanha da Lua

Título: Montanha da Lua
Autor: Mari Scotti
Editora: Amazon
Nº de Páginas: 281


Há séculos uma verdade acompanha cada herdeiro do ducado de Bousquet: A Maldição dos Hallinsons.
Conta-se que a tragédia os acompanha, levando à morte as esposas em seu primeiro ano de matrimônio. Geração após geração, aprendem sua sina e a regra a seguir para possuir uma união frutífera e longa.
Octávio Hallinson Segundo sofre as consequências de não seguir estes ensinamentos. Viúvo, isolou-se da sociedade, fugindo da responsabilidade de casar-se novamente para providenciar um herdeiro para seu título. 
Um homem marcado pela dor.
Mical Baudelaire Nashgan sempre foi uma mulher decidida, enfrentando as ordens de sua tia e negando-se a seguir o protocolo que obrigava mulheres a procurar maridos apenas por posse de títulos e dinheiro e não por amor.O posicionamento contraditório aos costumes afastou os candidatos, tornando-a uma das únicas solteironas que sua província conheceu. A mais bela dentre elas.
Uma tragédia a coloca frente aos perigos da floresta aos pés da Montanha da Lua e seu futuro torna-se incerto e assustador.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Recentemente firmei uma parceria com a autora nacional Mari Scotti e mais que depressa comecei a ler o primeiro romance de época escrito pela mesma! Que tal saber um pouco sobre minha experiência de leitura com “Montanha da lua”?



Este livro é o primeiro exemplar da série “Família Hallinson” e nele vamos conhecer a história de Mical Nashgan Octávio Hallinson Segundo.

De certo, antes solteirona que infeliz

Mical é uma mulher forte, inteligente, determinada, de personalidade e que decidiu que não aceitaria um casamento arranjado em seu destino: só se casaria por amor. Tendo isso em mente, a mesma foi de encontro com as crenças da sociedade da época, sendo mal vista e considerada uma solteirona a medida que os anos passam e o amor não aparece em sua vida.

A primeira lição que recebíamos: toda mulher que você amar morrerá.

Octávio é um homem recluso, fechado, marcado pelo sofrimento, que acredita que sua família sofre de uma maldição, iniciada no parto do filho varão, levando a mãe a óbito, seguido da morte de todas as mulheres que os mesmos venham a amar.  Este perdeu a primeira esposa de uma maneira traumática, por isso acredita que não existe espaço na sua vida para um relacionamento, não querendo ser responsável pela morte de mais ninguém.

Deveria lembrar-me de que sou a mulher que enfrentou toda uma sociedade para permanecer solteira e não uma donzela em apuros que precisa de um príncipe encantado que a resgate!

O primeiro encontro destes personagens tão distintos é extremamente diferente do que costumamos encontrar. Acompanhamos um acontecimento pelos olhos de Mical e confesso que fiquei aflita imaginando que o julgamento da moça estava correto, mas, Mari já começa nos surpreendendo ali, mostrando que nem tudo é como parece.

Por que o proibido sempre retorna para atormentar aqueles que se empenham em resisti-lo?

É através desse casal tão diferente, tendo como seu maior inimigo suas inseguranças e temores, que vemos o desenrolar de um belíssimo romance de época, nos conquistando logo em suas primeiras páginas.


Como dito anteriormente, este foi meu primeiro contato com a escrita de Mari – quem já acompanhava nas redes sociais – e confesso a vocês que foi uma grata surpresa!

A autora soube desenvolver um romance de época autêntico, diferente do que costumamos encontrar, com personagens fora dos padrões e um excelente desenvolvimento de enredo e ambientação.

O medo é um dos sentimentos mais impactantes que conheço, assim como o amor. Ambos possuem o poder de guiar um ser humano, levando-nos a atitudes que jamais seguiríamos em um estado normal. 

Aqui não temos uma pessoa “x” tentando interferir em um possível romance que venha a surgir entre os personagens. Os reais inimigos aqui são seus sentimentos e os temores que trazem do passado e isso é simplesmente fantástico e muito verossímil.

O medo do que possa vir, da perda e o temor da ausência de reciprocidade em uma relação são sentimentos que aparecem ao longo da vida sim e foi simplesmente fantástico encontra-los em um romance de época tão bem escrito.

Outro ponto que me ganhou muito no decorrer da obra foram os personagens secundários, que são muito bem construídos, possuindo importância e desenvolvimento muito interessantes na obra.

Quanto a estes, eu só esperei uma determinada cena entre um deles e a personagem principal que acabou não ocorrendo. Não é uma ponta solta nem nada que prejudique a obra, mesmo porque tal fato é abordado na narrativa, mas a leitora chata aqui gostaria de ter “presenciado” sabe? Rs Acredito que teria sido uma cena muito emocionante.

Em relação ao casal, a química entre os dois é inegável! Já torci por eles logo nas primeiras linhas e confesso que a cada virar de páginas, ficava cada vez mais aflita para conferir o desfecho do romance dos dois. É aquele romance que te faz sofrer, mas você sofre com gosto sabe?! Rs

Aqui cabe uma ressalva de que Octávio me deixou muito puta em alguns momentos e tive vontade de dar uns tapas nele para que acordasse sabe? As atitudes eram condizentes com seu histórico de vida, bem como com as crenças e fanatismos religiosos da época, mas acabou me incomodando um pouco. Nada que tenha prejudicado a história, mas, acredito que tenho que descrever toda minha experiência de leitura, não é mesmo?

A escrita de Mari Scotti é extremamente fluida e envolvente. Mal senti o passar de páginas e em menos de dois dias já havia concluído a obra, desejando ler todos os romances de época que a autora se disponha a escrever, porque vou te falar viu, ela é muito boa nisso!

Para não me estender ainda mais (sucinta é algo que não, sou não é mesmo?! Rs) deixo aqui a recomendação de um romance de época que me envolveu, me cativo e acabou por me ganhar através de seus personagens, enredo e desenvolvimento. Fica aqui minha dica de uma história que não é mais do mesmo e que, com toda certeza, merece ser conhecida por todos os amantes do gênero!

Não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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Resenha #136: Meus dias com você

Título: Meus dias com você
AutorClare Swatman
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 288


Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?
Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.
Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?
Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.
A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje a resenha é do livro Meus dias com você, lançamento de julho da Editora Arqueiro! Vamos saber um pouco mais sobre ele?



Imagine-se amando muito uma pessoa, ainda que não estejam em um bom momento da relação. Imagine que vocês tem uma briga por motivo fútil e que simplesmente deixa para resolver mais tarde, por não ter emocional para lidar com aquilo no momento. Cada um vai para seu lado, realizar seus afazeres, mas, por uma ironia do destino um acidente acontece e a chance de se desculpar, de resolver aquela questão se foi para sempre.

Esta é a premissa de “Meus dias com você”. Começamos a acompanhar Zoe quando a mesma perde Ed, seu marido e amor de sua vida. Os dois vinham tendo problemas em seu relacionamento, mas, o que nunca tiveram dúvidas era sobre o que sentiam um pelo outro.

Nesses últimos quinze anos, Ed foi sempre meu mundo. Ele era tudo para mim, e a verdade é que a simples ideia de continuar vivendo sem a presença dele é como atravessar um imenso deserto sem nenhum sinal de água. Sinto que minha vida agora existe apenas pela metade, ele mal acabou de partir. Sei que todos dizem que o tempo cura, mas não sei se quero que isso aconteça. Não quero que a lembrança dele, de tudo que vivemos juntos, desapareça. Quero guardá-la em minha mente para sempre, para que eu possa atravessar os dias tristes que sei que virão.

Uma oportunidade de se resolverem é deixada para depois e simplesmente se perde com a morte dele, deixando Zoe entorpecida e envolta nos “e se”, de coisas que poderia ter dito ou o que poderia ter feito para evitar que aquilo ocorresse.

Devido a alguns acontecimentos, Zoe acaba sofrendo um desmaio e acordando em 1993, exatamente no dia em que conhecera Ed na faculdade.

A partir daí ela começa a reviver momentos cruciais em anos distintos, todos envolvendo Ed, e resolve tentar mudar o destino. Decide fazer tudo diferente para tentar salvar seu grande amor e mudar o rumo de seu relacionamento, mas, será que isso é possível?



O que chamou minha atenção em relação a esta obra foi a premissa, que não é lá muito original (Provavelmente vocês já viram algo parecido se já assistiram Antes que termine o dia ou em outras obras que possuem essa mesma temática de novas chances para corrigir erros), mas que sempre mexe comigo. Parecia ser um livro tocante, que me levaria às lágrimas e que me faria refletir muito, afinal, acredito que todos nós temos coisas em nossa vida que gostaríamos de mudar ou pessoas das quais gostaríamos de ter dado um último adeus adequado. Confesso a vocês que tenho algumas.

De fato o livro te faz refletir muito à respeito de como tratamos as pessoas que amamos, a forma como pequenas coisas se tornam grandes ao nosso ver, quando as que realmente importam estão sendo negligenciadas e, principalmente, como as vezes deixamos de demonstrar o quanto amamos até que não tenhamos tempo para tal. Para mim este foi o ponto alto do livro.

Entretanto, como nem tudo são flores, tivemos algumas coisas que me incomodaram um pouco, como, por exemplo, o início meio arrastado que demorou a fluir para mim. Quando superei esta questão, me vi apenas acompanhando a história, sem sentir empatia pelos personagens ou torcer por eles. Isso costuma me incomodar sabe? Gosto de me sentir envolvida com a leitura, gosto de sofrer e sorrir com os personagens e isso não ocorreu.

Com relação ao relacionamento dos dois, tem outro ponto que achei bem interessante a abordagem: amar muito uma pessoa e às vezes não saber bem como conduzir um relacionamento quando ambos colocam sua prioridade na frente da do outro, sem chegar ao meio termo. Percebi que o casal deste livro tinha sérios problemas em relação a isso, a “estar na mesma fase do relacionamento” e isso acabou sendo outro ponto incômodo, e o motivo de não sentir empatia pelos dois.

Com relação ao final, bem, eu terminei de lê-lo e pensei: ok, mas, é só isso? Sabe aquela sensação de que faltou algo? Então!

Resumindo, é um livro com uma premissa comum, com boas reflexões, mas nada além disso, pelo menos para mim! Lembrando que o pessoal tem amado muito esse livro e o tem achado bem reflexivo, então, caso tenha se interessado pela premissa, vale a pena dar uma chance a leitura.

Bem pessoal, esta foi a resenha de hoje! Espero que tenham gostado e que não deixem de comentar. Beijos e até o próximo post!


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Resenha #135: Uma noite inesquecível

Título: Uma noite inesquecível
AutorLisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 144


O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés. 
No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava. 
Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer? 
Uma noite inesquecível é uma viagem mágica pela Londres vitoriana, com os diálogos espirituosos e personagens memoráveis que consagraram Lisa Kleypas como uma das autoras de romances de época mais aclamadas pelo público. Nesta continuação da série As Quatro Estações do Amor, os mais cínicos se tornam românticos e até os mais tímidos suspiram, arrebatados de paixão.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje é dia de resenha e venho falar com vocês sobre um livro muito amor que li recentemente: Uma noite inesquecível. O mesmo é um extra da série As quatro estações do amor, da autora Lisa Kleypas. Vem saber um pouco mais sobre ele!


Estou falando de amor verdadeiro, do tipo que faz você sentir impetuosidade, alegria e desespero ao mesmo tempo. Aquele amor que o inspiraria a fazer qualquer tipo de sacrifício pelo bem da outra pessoa.

O livro vai nos trazer a história de Rafe Bowman, irmão das americanas Lilian e Dayse. O mesmo está chegando à Inglaterra para concretizar uma união arranjada com Natalie, uma moça de família aristocrática. Tudo seria resolvido muito fácil se não fosse por Hannah, a prima e dama de companhia da pretendente de nosso mocinho americano. Ela fica chocada com os modos do rapaz e resolve fazer de tudo para dificultar a união do mesmo com sua prima.

Com a convivência, Rafe começa a admirar Hannah e a observar suas qualidades e a mesma passa a se importar cada vez mais com o pretendente de Natalie.

É através dessa premissa que veremos um lindo romance se desenrolar, claro, com a ajuda das nossas flores secas, que nesta obra resolvem atacar de cupido, nos rendendo uma apaixonante e divertida trama.


Não sei vocês, mas, quando termino uma série da qual gosto muito sempre fico sentindo falta dos personagens e pensando como será que estaria a vida deles após o desfecho. Sendo assim, foi mais que um presente poder acompanhar um pouco mais os personagens de As quatro estações do amor, ainda que em segundo plano.

Este é um daqueles livros que nos conquistam e nos fazem sentir aquele “quentinho no coração” sabe? É uma leitura curta, despretensiosa, que nos brinda com um romance apaixonante, divertido e que nos ganha logo nas primeiras páginas. Como se já não bastasse os personagens principais que nos conquistam e cativam, ainda contamos com a presença das quatro amiga Lilian, Anabelle, Dayse e Evangeline. Neste livro as quatro já se encontram muito bem casadas, mas, quem disse que elas não se interessam mais por casamentos? Muito pelo contrário! Neste extra elas acabam atacando de cupidas, o que eu simplesmente amei.

Além de podermos ver um pouco mais de sua vida de casadas, acompanhar o devasso Rafe se apaixonar e Hannah se sentir pertencer a um lugar e finalmente ser tratada da maneira como merece, cercada de carinho e amor, ainda temos o enredo ambientado no clima natalino, que deixa tudo ainda mais mágico.

E ela se lembrou de algo que tinha esquecido: o Natal não era apenas um dia. Natal era um sentimento.

A escrita de Lisa continua super fluida e envolvente. A mesma construiu a trama com maestria, deixando seu recado e conquistando ainda mais os seus leitores. Mal posso esperar por mais histórias incríveis criadas pela mesma.

Por ser um livro curto, não vou falar mais nada para não tirar a graça caso resolvam ler este livro. Deixo aqui minha recomendação, garantindo a vocês que foi uma leitura maravilhosa e que se tornou uma de minhas favoritas.

Espero que tenham gostado da indicação! Beijos e até o próximo post ^^



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Resenha #134: Magia dos Quatro

Título: Magia dos quatro
AutorPriscila Visacri
Editora: Arwen
Nº de Páginas: 278


Sonhos premonitórios, uma amiga misteriosa, uma viagem no tempo e um mundo paralelo. É este o cenário da vida de Sarah quando ela descobre que é uma princesa de um reino chamado Calien e que fora enviada ainda bebê para a Terra através de uma magia muito antiga para que pudesse se manter salva da guerra que o mal e as trevas travavam em seu reino. Agora ela precisa regressar à suas origens e aprender a dominar a magia dos quatro elementos para proteger a si, aos seus amigos e a um reino inteiro. Magia dos quatro: a oportunidade única de vivenciar momentos de aventura e emoção na busca de acabar de vez com um conflito mortal através do uso das forças vitais da natureza.

Olá gente!!! Recebi esse livro da Polly após uma verdadeira saga... enfim, o livro chegou em uma quinta, comecei a leitura na sexta e finalizei no sábado.


Vou iniciar falando do layout do livro: me agradou muito. Poucas vezes vi um livro nacional para o público jovem com tão belas ilustrações e compreendi a capa após a leitura.


Bom, como já disse, esse livro é para o público jovem, é uma história fantástica, as personagens estão no último ano do ensino médio e me lembrou muito alguns livros da Coleção Vaga-lume.

A nossa protagonista se chama Sarah, mora com a mãe em São Paulo, estuda no último ano do ensino médio, tem como melhores amigos, Beto e Júlia. Um dia, entra na sala uma menina nova, Alexia, que logo se aproxima de Sarah, tendo muitas afinidades e também a deixa muito intrigada. 

Sarah, se vê tendo muitos pesadelos, não sabe, como interpretá-los. Neles, se vê com pessoas e em lugares desconhecidos. 

Alexia, se mostra amiga de Sarah, e vai revelando pouco a pouco seus mistérios, e eles têm a ver com Sarah, já que Sarah, é uma princesa que foi enviada a Terra para ser salva, crescer e depois ser resgatada e levada novamente para Calien, que é o lugar ao qual pertence. Com novos amigos, ela percebe que tem poderes sobrenaturais e com a ajuda deles, os desenvolve e os domina e assim, pode proteger a sua vida, de seus amigos e de seu reino de Raven, que quer dominar toda a terra e estabelecer seu reinado de terror.


Não gosto de dar spoilers, por isso vou parar por aqui, mas digo que é uma leitura que flui. O livro contém capítulos curtos que proporcionam essa rapidez. Trata-se de um livro bem jovenzinho, MAS é uma série, não sei como quantos livros e nem mais detalhes, e  eu não sei vocês, mas eu estou meio cansada de série de livros.
De qualquer modo, a leitura é super válida, muito agradável e rápida!

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Não deixem de comentar! Beijos e até o próximo post.

Resenha escrita por Ana Carolina


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Resenha #133: Volúpia de veludo

Título: Volúpia de veludo
AutorLoretta Chase
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 320


Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje é dia de resenha de romance de época! O livro da vez é Volúpia de Veludo, o terceiro livro da série “As modistas” escrito pela autora Loretta Chase. Vamos saber um pouquinho sobre minhas impressões de leitura?


Só um momento e acabou. Só um momento, mas havia toda uma vida entre o Antes e o Depois.

A trama da vez é a de Leoni, a irmã Noirot mais centrada e que cuida dos detalhes financeiros da Maison Noirot. Ela, ao contrário das irmãs, não está em busca de amor e sentimentos e sim na prosperidade de seu negócio.

O que ela não contava é que acabaria conhecendo e se envolvendo com Simon Fairfax, marquês de Lisburne, um homem que se vê encantado com a irmã Noirot e obcecado por conquista-la.

Visando lhe dar uma lição, ela lhe propõe uma aposta que mudará a atitude dele de uma vez por todas. O que Leoni não imagina é que o mesmo ocorrerá com ela, que terá suas certezas e sentimentos bagunçados, dando assim forma ao nosso enredo. 


Bem pessoal, a essa altura acho que vocês já perceberam mesmo o quanto gosto de romances de época, não é mesmo? Rs É o meu gênero favorito e Loretta é uma das autoras que mais gosto desse gênero.

Gostei muito do primeiro livro dessa série, amei o segundo e por isso estava com altas expectativas para este exemplar e por isso acredito que acabei me frustrando um pouco em relação a essa leitura.

A autora, que costuma proporcionar histórias repletas de personagens femininas fortes, sensualidade, cenas divertidas e muita química, desta vez criou um enredo morno. Não consegui encontrar neste exemplar a química que costumo encontrar em seus outros casais e a trama se tornou arrastada para mim até a página 150, quando a história passou a me prender mais, mas, não a me conquistar.

Personagens secundárias como Lady Clara Fairfax e Gladys roubavam a cena quando apareciam e passei a ansiar mais por seus momentos que pelos do casal, o que não é o ideal em um livro.

Não sei se isso ocorreu por meu excesso de expectativa ou pelos elementos que citei acima, mas acredito que caso tenham interesse, devem ler para tirar as próprias conclusões, afinal, não é porque não amei o livro que você não possa amá-lo, não é mesmo? rs

Enfim, é um romance de época que para mim foi ok, meio sem sal, mas, bom para passar o tempo caso você não coloque grandes expectativas no mesmo. Acredito que seja uma leitura obrigatória para quem já iniciou a série das modistas. Agora espero ansiosa pelo desfecho da série, com uma personagem que vem roubando a cena desde o primeiro exemplar: Clara Fairfax! 

Bem pessoal, espero que tenham gostado da resenha de hoje. Não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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Resenha #132: Nossa Música

Título: Nossa Música
AutorDani Atkins
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 368

Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte. Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam. Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje estou aqui para falar do livro “Nossa Música” da autora Dani Atkins! Sei que vocês devem ter lido, no mínimo, umas trinta resenhas sobre esse livro, mas, não podia deixar de vir dar minha opinião, não é mesmo? Rs Bora saber um pouco sobre a história e minhas impressões de leitura?


E se o seu marido fosse o grande amor de outra pessoa?


Ally e Charlotte são duas mulheres que viram seu caminho se cruzar por causa de um homem, David. As coisas não terminam muito bem e ambas esperam não ter que se ver nunca mais. Mas o destino prega peças e, oito anos depois, ambas se encontram na sala de espera de um hospital.

Ally aguarda notícias do marido que, por um ato heroico acabou em um rio congelado e está entre a vida e a morte e Charlotte está na mesma situação, porém esperando notícias de David, que sofreu um infarto em uma loja.


Eu gostava de matemática, sempre gostara, mas nem seria capaz de montar um cálculo que desse conta da probabilidade de me encontrar dividindo a sala de espera de um hospital com a mulher que era dona de uma parte do coração do meu marido, uma parte que eu nunca conseguira conquistar.


Esse reencontro faz com que questões do passado sejam levantadas, segredos sejam revelados e sentimentos escondidos venham à toda, mesmo após tanto tempo. É em meio a este momento de dor que veremos uma história que fala sobre perdão, recomeços, família e amor se desenrolar.




Estou olhando há um tempo para tela do computador, pensando em como me expressar nessa resenha. Não me entendam mal, eu gostei muito desse livro! É uma leitura muito boa, com uma escrita delicada que Dani Atkins domina com maestria e tem uma trama bem dramática e repleta de questionamentos. Entretanto, eu tenho a impressão de que as pessoas se sentiram muito mais tocadas com a leitura do que eu.

Vejo pessoas falando que fecharam o livro por algumas vezes para chorar, que terminaram essa história apaixonadas pela mesma e para mim foi “” uma ótima leitura, de muita qualidade.

Não foi um livro que me levou às lágrimas, mas, a narrativa me despertou diversas emoções como compaixão por Ally e por seu marido, raiva de David, MUITA raiva de Charlotte e confesso que me emocionei com algumas cenas finais, chegando a ficar com um nó na garganta.

Além desse poder de despertar emoções, Dani conseguiu desenvolver uma trama única, onde o caminho de todos os personagens se cruza de maneira muito interessante, o que foi um dos pontos altos do livro.

Outro ponto que gostei muito foi o desenvolvimento dos personagens. Todos eles – secundários ou não – têm personalidades distintas e bem desenvolvidas, de forma que todos tem uma história que os levou até ali e isso é simplesmente sensacional.

Quanto ao final que tem arrebatado a todos e feito com que derramem lágrimas, achei bom e dramático, mas nada inovador. Já vi um final parecido em um livro do Nicholas Sparks e cá entre nós? Em várias novelas mexicanas. E não, isso não é uma ofensa ao livro, amo as novelas desse país! rs

Enfim! Foi uma leitura muito prazerosa, dramática, bem desenvolvida, fluida e capaz de despertar diversas emoções e que agora recomendo a vocês, com a consciência de estar indicando um livro com diversos temas e sentimentos abordados, dentre eles, e de maneira mais forte, o amor, em suas diversas faces, estágios e formas.

Bem pessoal, é isso! Espero que tenham gostado da resenha/indicação de hoje. Não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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